OPERAÇÃO CARTÃO VERMELHO
Uma vez mais há, nos "media", um aparato inusitado pelo trabalho dos órgãos de Polícia Criminal.
Desta feita, o principal alvo (arguido), entre outros, foi Luís Filipe Vieira (LFV), presidente do clube de futebol benfica.
Cabe, para que não haja qualquer dúvida nos meus leitores, dizer que sou um fervoroso adepto do Sporting Clube de Portugal (Sporting) não tendo qualquer espécie de simpatia pelo benfica, nem conhecendo o seu presidente, agora auto-suspenso, LFV.
Mas, confesso, como jurista e Advogado, especializado em Direito Penal (embora não exercendo na actualidade), não gosto do tipo de actuação dos órgãos de Polícia Criminal, que têm como "praxis" deter para investigar.
Talvez muitos adeptos de outros clubes de futebol, adversários do benfica, por exemplo o meu - o Sporting - e o F. C. Porto seja estranho o que estou a escrever.
Há um princípio basilar no Direito Penal que é o da presunção de inocência.
Deter para investigar não me parece ser a melhor prática das polícias.
No caso concreto, não sei se LFV é inocente ou culpado dos crimes que, de acordo com o que já foi noticiado (o que não deixa de ser estranho, estando o processo em segredo de justiça).
Mas de uma coisa tenho como certa: LFV ainda não foi acusado ou pronunciado de qualquer crime e, muito menos condenado.
Porém, na mente da opinião pública, sobretudo, daqueles que não são benfiquistas, o homem já foi acusado, pronunciado, julgado e condenado, dado o aparato que todos os "media" deram a este tema.
Isto não é Justiça Democrática, é "justiça popular", algo que não pode deixar de nos inquietar a todos...
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