quarta-feira, 16 de junho de 2021

 A NATUREZA HUMANA

Todos nós, todos os seres humanos (homens e mulheres, sem distinção) são egoístas na sua essência.

Dirão que há aqueles(as) que o são a um nível  muito exarcebado, não fazendo nada de altruísta, pensando apenas naquilo que melhor convém aos seus interesses pessoais.

Desde a infância que é assim. As crianças, quando estão em conjunto, p. ex., nas creches, querem sempre ter os melhores brinquedos para si, fazendo pequenas birras para os ter, ou até lutando umas com as outras na disputa dos que mais querem.

Na fase adulta as coisas não são diferentes...

Os homens disputam entre si os melhores empregos, a conquista das mulheres mais bonitas (e vice versa), ter os melhores carros, obter os maiores empregos e salários, e poderia dar mais exemplos de comportamentos egocentrados.

O egoísmo tem como objectivo obter a maior satisfação pessoal, muitas vezes ultrapassando os mais basicos valores do comportamento humano.

Aliás, se lêrem a História Mundial e (infelizmemte) das guerras que se travaram entre povos, e as que ainda subsistem, verificarão que, na sua base, houve (e há) egoísmos reciprocos (v. g. pela obtenção de mais território).

Quem me conhece sabe bem que um dos meus maiores prazeres ė ouvir música (e que pena tenho de não saber tocar nenhum instrumento musica...). Vale isto por dizer que há uma música que define bem o comportamento egoísta humano, na procura da satisfacão pessoal, mesmo que tal seja feito sobrepondo-se  a um seu par para alcançar o objectivo pretendido.

Há um poeta/cantor brasileiro - Chico Buarque - que escreveu e compôs uma música (com uma melodia que não deixa ninguém indiferente, de tão encantadora que é), que exprime bem o comportamento egoista humano.

Essa música tem o nome "Geni e o Zepelim", estando disponível no "youtube" para quem quiser ouvir.

A letra dessa música, tendo sido escrita por esse magnífico divulgador da Língua Portuguesa que ė Chico Buarque, ė uma perfeita metáfora do que ė o egoismo humano, e quanto podemos fazer de tudo (mesmo que, não poucas vezes, cometendo crimes) para alcançar os nossos objectivos e desejos.

Assim sendo, se não considerarem bem escrita esta crónica, pelo menos ouçam a música que atrás referi. Vale muito a pena!

terça-feira, 15 de junho de 2021

 FUTEBOL... DESPORTO? NEH...!

Ponto prévio: gosto muito de ver um jogo de futebol!

Considero que é um jogo que combina equipa, ou seja, um colectivo de jogadores, estratégia (ou táctica se preferirem...), e tem um objectivo defenido: marcar golos. Mais do que o adversário, para assim vencer!

É, portanto, como se de uma "guerra" se tratasse: equipa (tropa), estratégia, luta, adversário (inimigo) e um objectivo (conquista).

O futebol, quando foi criado, foi pensado apenas como um jogo, em que haviam duas equipas que se defrontavam para ganhar o jogo, marcando mais golos uma do que a outra. Sem mais.

Por ser uma forma de desporto em que existiam (e existem) principíos, similares a um confronto militar, tornou-se muito popular (o povo gosta de lutas...), em que os praticantes de cada equipa jogavam por prazer, e pelo prazer de agradar aos seus adeptos.

Hoje já não é (só) assim.

O futebol tornou-se, mais do que um desporto, um negócio!

Fala-se de transferências de jogadores de clubes para outros por milhões, como se fosse algo de normal e que não incomodasse ninguém.

As pessoas, na sua generalidade, trabalham arduamente para receber o seu salário, muitas vezes (para não dizer a maior parte das vezes), para receber menos de um milhar por mês.

Essas pessoas, talvez até a maior parte dos leitores dos jornais desportivos, quando veêm noticiadas as transferências de jogadores de um clube para o outro por milhões, leêm com uma naturalidade própria de quem não tem a noção do que representam tais valores, uma vez que na sua vida não chegarão - sequer - a juntar um décimo dos valores que são noticiados.

Falo deste tema, porque a primeira página de hoje do jornal, porventura mais lido em Portugal, o "Correio da Manhã", que fala, exactamente, dos valores das milionárias transferências de jogadores.

Todos sabemos que o público alvo do "Correio da Manhã" são, precisamente, as pessoas com menos rendimentos, ou menos literacia. 

Essas pessoas, como disse antes, não têm a noção da obscenidade que são os valores que aí são referidos, sobre aquilo que, em principio, seria apenas um desporto: o futebol.

Mas não, o futebol é hoje uma máquina de fazer dinheiro, muito dinheiro; de branquear ou "lavar" (tornar legal dinheiro obtido de forma criminosa por vezes) muito dinheiro.

Não me chocará que essas pessoas (e outras) leiam essa notícia de forma simplesmente banal, como se estivéssemos a falar de "trocos". No final, o que conta é ter o "Zé" ou o "Manel" no plantel, seja por mil ou por mil milhões.

O que interessa é ter os melhores jogadores nas suas equipas, deixando para segundo ou décimo plano o que custam e como serão pagos, e que impacto terão nas finanças dos clubes de que são adeptos.

Assim sendo, quase de certeza, ninguém quererá saber do que eu estou para aqui a dizer, e ainda por cima, como hoje joga a selecção Portuguesa de futebol no Euro 2020: Força Portugal!



 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

MENSAGEM INICIAL

 

Renasce hoje um blog.  O meu blog.

Mais um na vasta blogosfera.

Pretende-se, neste espaço, escrever sobre a vida, sobre o Mundo, sobre a Política, sobre a Sociedade, sobre a Justiça, enfim, sobre tudo o que nos rodeia e nos faz pensar e reflectir.

Não se destina a defender esta ou aquela posição, este ou aquele ponto de vista.
O principal objectivo é manifestar opiniões, livres de quaisquer condicionamentos ou restrições, sem a preocupação de agradar a quem quer que seja, muito menos ser desagradável apenas e só para marcar uma (pretensa) diferença.
Foi denominado “Apreciação Crítica” não porque se pretenda estar ou ser do contra, mas porque se pretende analisar os acontecimentos da vida e meditar sobre ela.
Este blog, não trazendo novidade, será o que vier a ser, mas será sempre e só um espaço de opinião.
Todas as mensagens terminarão (conclusão), iniciando da mesma maneira: "Assim sendo...".
Por ser assim, todos os que pretendam comentar o que aqui se escrever poderão fazê-lo sem quaisquer constrangimentos. Em plena liberdade, com a responsabilidade de usar a escrita como forma de libertação, sempre de forma urbana e elevada.
Pedro Rascão
14.06.2021